Serissa – Guia Prático de Cultivo – Nelmar M. Gonçalves

A Serissa é uma planta de origem asiática, com folhas bem pequenas e flores brancas, em algumas variedades com tom rosado, que florescem normalmente do início da primavera ao final do verão.

As informações a seguir, são baseadas em experiências pessoais com diversas variedades.

Produção a partir de estacas

É uma planta que se reproduz facilmente por estaquia, em que podem ser utilizados até mesmo os galhos mais finos, e em qualquer tipo de solo, entretanto, consegui melhores resultados com uma mistura de 50% de terra e 50% de areia, após terem sido peneiradas (peneira de arroz). Estou usando atualmente para a estaquia sementeira de isopor, pois facilita bastante o trabalho no momento do transplante para recipientes individuais. O momento ideal para este transplante é quando surgem os primeiros sinais de nova brotação, o que significa, neste caso, que a estaca pegou. Como 1º vaso, tenho usado com bastante freqüência, garrafas plásticas de refrigerante cortadas com ± 20cm de altura, nas quais são feitos vários furos no fundo. A mistura de terra é semelhante a anterior só que uso 70% de areia para facilitar o próximo transplante e poda de raiz.

Usualmente, faço uma aramação após 6/8 meses, para dar um movimento no tronco, pois nesta fase ele é bem flexível e, pode-se conseguir melhores resultados. Esta aramação é retirada após 2/3 meses, quando então a muda pode ser plantada no chão ou num recipiente bem grande, para engrossar o tronco.

Rega

É sem dúvida o aspecto mais importante nessa espécie. É uma planta muito sensível tanto ao excesso, quanto a falta d’água. Devemos regá-la com abundância, após ter deixado secar o solo entre uma rega e outra.

Se ocorre falta d’água, as normalmente as folhas secam e morrem totalmente em alguns casos. Nesses casos, devemos regá-la com abundância, ou até mesmo fazer uma banho de imersão e fazer uma poda nas pontas dos galhos mortos para estimular uma nova brotação.

Por outro lado, se a planta está com o solo freqüentemente úmido, existe uma forte tendência ao apodrecimento das raízes e ao aparecimento de fungos. Esta situação é percebida nas folhas, que perdem o brilho e não se desenvolvem normalmente. Nesses caso, o melhor a fazer é um transplante de solo, eliminando as raízes mortas e ainda fazendo uma poda na parte aérea para compensar a poda de raízes e estimular nova brotação.

Poda de Manutenção

Pode ser feita o ano todo, para se manter a forma e o estilo escolhido, entretanto, o ideal é deixar o galho desenvolver de 5 a 6 pares de folhas, quando então poda-se deixando de 1 a 2 pares somente. Deve-se contudo, evitar a poda no inverno. Dessa forma consegue-se uma boa ramificação dos galhos..

Aceita podas radicais, emitindo brotos inclusive em madeira velha. Os brotos que surgem próximos a base da planta devem ser eliminados tão logo sejam identificados e, de preferência com os dedos.. Eles tiram a força da planta.

As flores murchas devem ser retiradas, para favorecer o aparecimento de novas.

Crescimento dos galhos mostrando o tamanho ideal para a poda, além de grande aramação para estilizar (Moyogi)

Aramação

Pode ser feita a qualquer momento, devendo-se ter cuidado pois o tronco se quebra facilmente, principalmente nas junções com o galhos. Nos casos, onde se deseja uma mudança brusca de movimento do tronco, devemos pressionar com os dedos, as forquilhas firmemente, antes de se dobrar o tronco. Se ocorrer a quebra, deveremos voltar a posição inicial a atá-lo firmemente com fita para que a planta se recupere.

Transplante

Deve ser feito preferencialmente na primavera a cada 2 anos, quando após verificar o excesso de raízes (retirando o torrão de dentro do vaso), pode-se podar até a metade da massa existente.

O solo que uso normalmente em plantas já estruturadas é composto de 50% de terra de cupinzeiro e 50% de areia de rio, ambos peneirados com peneira fina.

Adubação

Pode-se usar adubos líquidos para flores a cada 15 dias durante toda a primara e verão e mensalmente no outono e inverno.

Dicas

As raízes formam um atrativo à parte nesta espécie, podemos e devemos fazer uso deste
recurso, para dar um aspecto envelhecido à planta.
Gostam de ambientes bem ensolarados, devendo-se no verão protegê-las do sol mais intenso.
Para saber o momento certo da rega, pode-se deixar um hashi espetado no solo, por entre as raízes. Verificamos diariamente retirando-o do solo e, quando estiver seco é o momento ideal.

Alguns exemplos de plantas